Saturday, July 08, 2006

O Discurso Universal Radiofônico

Apresentação
Artigo Científico apresentado pela aluna Célia Ribeiro cursando o 4º semestre de Pedagogia, a fim de atender a disciplina Educação e Tecnologias Contemporâneas EDC287, solicitado pela docente Maria Helena Bonilla.

Resumo:
O presente artigo visa discorrer sobre a relação existente entre a veiculação do discurso ideológico através da radiodifusão. Procura descrever através de uma rápida apresentação sobre o surgimento do rádio no Brasil bem como sua difusão através da política de concessões, que teve grande influência para o caráter discursivo ideológico do rádio.

Título: O Discurso Universal Radiofônico

Tendo em vista a relação que se pretende fazer entre o rádio e o discurso ideológico faz-se necessário traçar em algumas linhas um breve histórico para nortear tal objetivo. Na década de 20 o rádio surge no Brasil, com seu caráter educativo pretendia a difusão cultural através de palestras científicas e literárias. Apesar de o rádio possuir um caráter interativo,será um pouco depois de seu surgimento no Brasil que o seu caráter educativo será substituído pela transmissão de anúncios publicitários.
Como as leis que tratavam das legislações a cerca do rádio tinham muitas brechas, tornou-se propicio á política de concessões que se deu a partir do fim do Regime Militar; onde os presidentes tinham poder absoluto sobre as concessões. E é em meio a este palco que se dará o jogo de interesses. As concessões eram distribuídas principalmente por interesses políticos em troca de votos. Neste sentido pode-se perceber que o rádio começa a mudar de face e a objetivar interesses individuais.
A política de concessões é um momento muito importante para o desenrolar do que chamaremos de discurso ideológico. O rádio passa a ser instrumento de interesses particulares estabelecendo assim uma relação entre dominantes e dominados. Como as primeiras e inúmeras concessões foram distribuídas com interesses políticos pode-se perceber aí uma ideologia política que alimenta a radiodifusão até os nossos dias.

Segundo Gramsci, citado por Roldão e Trevian, “a ideologia constitui uma concepção de mundo que se manifesta na arte, no direito, na atividade econômica e em todas as manifestações da vida coletiva”(SÁ,1992:20)). Tal concepção se evidencia no exercício do poder político caracterizado através da difusão radial. Os locutores agora assumem o papel de difusores de ideologias carregadas de interesses próprios. Neste sentido, a concepção de mundo que se manifesta através do rádio torna-se um fator preponderante corroborando para a divisão de classes já existente e tão perceptível. A questão ideológica trazida na perspectiva apontada por Gramsci é claramente evidenciada entre os meios de comunicação. O discurso radiofônico é incorporado pelos ouvintes e reiterado principalmente em tempos de eleição através do voto, atingindo assim o objetivo que se espera com o discurso do poder.
É importante salientar que o discurso ideológico de qualquer que seja a natureza encontra raízes por se aproximar o máximo possível do público que se deseja seduzir. Na realidade brasileira o rádio é um importante meio de comunicação, apesar do surgimento da tv, e tornou-se bastante atrativo pela linguagem simples e coloquial dos radialistas que a todo custo se empenham em atrir seus ouvintes através do discurso que procura tratar das particularidades da população local . Todo discurso traz consigo uma ideologia própria, pois se busca através do mesmo o convencimento para interesses normalmente particulares. Os discursos emitidos através do rádio apresentam características de interesses coletivos contudo, tem-se enquanto pano de fundo as particularidades e intencionalidades de quem o conduz / induz. A ideologia encontra-se implícita ao discurso e “maquiada” como que por interesses universais.
O exercício comunicativo e informativo do rádio em nossa sociedade incentiva a segregação de classes até mesmo por direcionar as classes menos abastadas programas de baixa qualidade em termos de restrições de conteúdo. Buscam direcionar o pensamento da população através de programas que aparentemente são de apoio à população, mas na verdade, tem cunho político. Levam-nos a crer, por exemplo, que as oportunidades de estudo e emprego nos são dadas e o alcance destes será conseqüência do querer ou não querer dos individuos sociais. Contudo, induz-nos a uma linha de pensamento a fim de favorecer á classe dominante nos “roubando” a possibilidade de refletir ... Será que a igualdade de oportunidades realmente existe ou somos através do discurso levados a crer que vivemos em uma sociedade de igualdade sociais onde os marginais optam pela vida que levam? Marilena Chauí ,citada por Roldão e Trevian, considera que “o discurso do poder (jornais,rádio,tv) precisa ser um discurso ideológico,para apresentar-se como discurso universal e não como discurso particular, representante de uma única classe,como de fato o é”(in SEVERINO,1986). O discurso universal salienta a necessidade de interesses comuns para o favorecimento coletivo e não apenas de uma única classe, como destaca Chauí. Contudo, o que se observa é que a massificação através das ondas do rádio desconsidera seus ouvintes enquanto sujeitos sociais considerando-os apenas como objetos passivos de sofrer influências. Desta forma, a poder do discurso fica ainda mais possível de consolidar-se por deixar de lado a marca da particularidade, apresentando-se enquanto discurso universal.

Certamente o que corrobora para a difusão ideológica do rádio é sua característica, assumida atualmente, de apenas informar e entreter. O rádio limita-se a comunicar, não se abre ao diálogo, a discussão; ao ouvinte cabe a missão de receptor das informações veiculadas. Tal característica radiofônica não estimula àqueles a quem os programas são direcionados, a buscar outras vozes sobre o tema em questão ou até mesmo a se questionar sobre a validade da informação. Neste sentido Bertolt Brecht, citado por Boffetti, afirma que “a radiodifusão poderia ser o mais fantástico meio de comunicação... isto se não somente fosse capaz de emitir, como também receber; em outras palavras,se conseguisse que o ouvinte não se limitasse a escutar,mas também falasse”...(LITWEN,1997,45). O autor Brecht traz à tona a missão primeira da rádio que é a interatividade que de alguma forma pode ser considerada como ponto positivo para quebra da ideologia do discurso universal, citado por Chauí. A possibilidade de intervenção de outras vozes, que não só a do locutor, é fator preponderante para que o discurso não se dê de forma tendenciosa, mas que assuma um caráter multidirecional.
Contudo, percebe-se a necessidade de um veículo de comunicação aberto a multidirecionalidade com o seu público, favorecendo a oportunidade de participação dos sujeitos sociais. O rádio, enquanto meio de comunicação de massa, pelo seu alcance, pode e deve motivar o discurso de uma ideologia universal. É preciso que a veiculação que se dá através do mesmo propicie uma universalidade de comunicação, para que o distanciamento entre as classes não seja motivado também através da radiodifusão. O rádio deve propiciar enquanto veículo comunicativo presente no dia-a-dia de grande parte da população a possibilidade de elevação para o bem comum e não para benefícios particulares. O rádio bem como outros meios de comunicação devem mediar o debate e não tendencia-lo a favor de alguns.


Referências:

http://www.jornalismo.ufsc.br/redealcar/gt/historia%20da%20midia%20educativa/mídia%20educativa.doc
acessado em:25/05/06
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/radio/rcomum/index.htm
Acessado em:25/05/06

LITWEN,Edith.(org).Tecnologia Educacional : Política, Histórias e propostas.Porto Alegre.Artes MedicasEditora,1997.
Profa

SÁ, Antonio Álvaro Barbosa. Jornal Nacional - Política e Ideologia. Dissertação de Mestrado. Campinas: IFCH - Unicamp, 1992.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Educação, Ideologia e Contra Ideologia. São Paulo :

Editora Pedagógica Universitária, 1986.





Monday, July 03, 2006

Brasil mostra a tua cara...

Este final de semana foi muito agitado... mas sempre é tempo de repensar...
Começando e terminando e terminandopelo sábado com o "jogão" do Brasil que muito nos faz refletir sobre a nossa atuação em campo. Penso que a atuação do Brasil em campo tem sido a atuação da educação na sociedade brasileira. Precisamos repensar nossa atuação ,pois do jeito que está não dá pra continuar. Dá pra sentir de maneira gritante a dificuldade de entrosamento dos profissionais de educação em sua atuação com seus pares e também com os educandos, bem como ocorreu em campo com os nossos.Precisamos "treinar' mais, ou seja investir mais na formação docente para que o Brasil ou seja nós educadores não façamos feio em campo...para que a educação brasileira possa brilhar verdadeiramente,sem ilusões e sim com possibilidades de realizar uma educação de qualidade. Pra frente Brasil!!!!!!

Saturday, July 01, 2006

Seminários

Seminário de Rádio

A equipe de rádio-que foi a minha- trouxe elementos da historia do rádio como as concessões para discutir a questão do poder e a utilização do rádio enquanto discurso ideologico. Trouxemos também alguns autores com concepções importantes sobre o tema para encrementar as discussões. Pontos como o MEB, Roquete Pinto e sua contribuição para o rádio brasileiro, caracteristicas da rádio educativa e os diferentes tipos de rádio fizeram parte do roteiro de apresentação e do debate em sala. Acredito que ficou claro a relevancia da rádio comunitária com carater educativo em nossa sociedade, apesar dos entraves que as leis proporcionam atraves das brechas existentes. A oprtunidade de pesquisar sobre um tema como este , apesar de poucos materiais impressos, foi muito importante para a construção e o debate que nos proporcionamos fazer. Pena que apesar de o rádio ter uma relevancia grande social e até mesmo para a educação ainda continua sendo usada para discursos ideologicas a favor de poucos.

Seminário de TV e Video

Pude perceber ainda mais com esta discussão o poder que a telinha tem sobre seus telespectadores e a importancia de estarmaos enquanto educadores discutindo estes temas em sala com os nossos alunos. È perceptivel como as propagandas e a programação exercem grande influencia no cotidiano das salas de aula. Acredito que, pelo que foi trazido pelo grupo que apresentou , Moran é um importante pensador sobre o tema. Ele tem relevantes contribuições a cerca do assunto .Acredito que resta-nos explorar mais e pensarmos mais sobre o tema que traz tantos "conflitos". Além disso foi explorado tambem pontos como a tv digital e suas possibilidades, a tv escola, a utilização do video e a concepção que trazemos do que é que educa. È importante nos questionarmos ;pois estamos o tempo todo dizendo :tal programa é educativo e o outro não é... Mas o que é que é mesmo educativo para nós? Para nós educadores bata um pouquinho de criticidade e conhecimento para fazermos de temas "polemicos" e ou 'ridiculos" ára dar pano pra manga e encrementar as nossas aulas sem perder de vista a participação e contrução do conhecimento dos nossos alunos.

Sunday, June 25, 2006

Oi gente !
Desculpem-me, sei que andei sumida.
Mas foi uma questão de tempo e di$ponibilidade de acesso!!
Rsrsrsrsrsrsrsrs!
Estava morrendo de saudades!
Ah! Voltei mais velha! Rsrsrsrsr!
Bjinhos!

"O retrato da nossa EDUCAÇÂO"

Olá pessoas!!!!!
Gostaria de deixar registrado que eu e algumas colegas estamos mobilizadas buscando reivindicações a cerca do pagamento da Prefeitura de Salvador aos professores/estagiários que desde fevereiro deste corrente ano trabalham e lutam para receber o que é de direito. È uma vergonha ouvir dos secretários e subsecretários de Educação que a Prefeitura contratou os estagiários pensando em uma arrecadação,mas que esta arrecadação não foi alcançada e por isto nós estamos a TRÊS MESES sem receber nada ,nem a bolsa e muito menos o transporte . E ainda chamam esta Prefeitura de participação popular, que piada. Sem falar na forma como somos recebidos quando nos identificamos enquanto estagiários da prefeitura, esperamos horas para receber um não posso atender... não temos previsão...é com o SEFAZ... depende do prefeito... e tantas outras lorotas que ouvimos nos procissões que fazemos pelo CIEE, Prefeitura, SMEC,SEFAZ parece brincadeira !!!!
E agora eu questiono... até quando suportar esta situação?
Será que ainda podemos ter esperanças de receber este dinheiro?
A verdade é que do jeito que está não pode ficar,pois a falta de pagamento dos estagiários e de tantos outros terceirizados da Prefeitura é reflexo da importância que é dada á Educação em nossa sociedade. É sabido que a falta de pagamento acarreta a não condição de trabalho, logo entramos em greve e o direito dos estudantes a 200 dias letivos como fica?
E a qualidade de ensino como garantir sem professores?
Se com os professores a qualidade infelizmente já não é das melhores sem eles fica ainda mais difícil!
É triste, mas é a realidade ... a educação para os que regem o “mundo” ainda tem a função de inculcar nas pessoas a conformidade para que a divisão de classes possa se perpetuar, neste sentido a Educação continua sendo um aparelho ideológico do Estado e a escola tornou-se um deposito de crianças. E esta situação encontra solo fértil principalmente através dos meios de comunicação que segundo BOURDIEU “não nos conduz a uma reflexão, mas a uma crença cega das informações que se misturam com idéias e opiniões”.

Contudo deixo uma reflexão que está intrinsecamente ligada á ideologia a cima citada:
Em tempos de copa do mundo ,por acaso aconteceu nesta, um repórter brasileiro na Alemanha questiona a uma mãe se ela gostaria que o seu filho quando crescesse fosse jogador de futebol e ela respondeu que ela gostaria que o filho dela estudasse e quando crescesse se ele optasse por isso tudo bem e vejam a resposta sabia do repórter :
-É por isso que a Alemanha não é pentacampeã !
Como diria Renato Russo: “Que país é este”?!

Seminários

Seminário de Internet

Percebi que a discussão sobre internet levantou importantes questionamentos a cerca principalmente da analogia que há entre internet e desigualdade social. Atualmente, temos conhecimento da importância da internet para a difusão das informações tanto quanto a facilidade que este mesmo pode proporcionar, por outro lado sentimos o quanto a nossa sociedade é consolidada pela desigualdade. Neste sentido, as políticas púbicas que têm por objetivo “proliferar” o uso das tecnologias da informação entram em conflito,pois o acesso que é disponibilizado em pequenos espaços de tempo em escolas publicas e/ou infocentros não são suficientes e não significará que estes meios garantiram a igualdade de oportunidades. Em contra partida vemos que atualmente a relevância do conhecimento em informática, além dos recursos que são disponibilizados através do uso desta tecnologia a cada dia que passa é mais requisitado como por exemplo o preenchimento e envio do currículo vitae. Contudo é preciso que se garanta o uso e acesso por se tratar de bens culturais da humanidade,tanto a internet quanto outros recursos que a escola deve e precisa dispor.
Outra importante discussão que fluiu foi a cerca de autores que consideram a internet enquanto ferramenta ou enquanto fundamento dentro da educação,para tanto esta discussão acaba recaindo na responsabilidade do professor que direciona o processo de aprendizagem,mas no entanto sabemos que este profissional não pode ser inteiramente responsabilizado, pois existe todo um sistema que influencia no processo e nos resultados.Mas é relevante considerar que o professor precisa estar em constante formação a fim de acompanhar as transformações e poder pensar criticamente sobre a sua prática.

Seminário de IMPRESSOS

Está discussão trouxe relevantes considerações à cerca dos impressos que anteriormente tinha como principal objetivo à forma de controle, o que ainda é visto hoje. Contudo, no meio educacional os impressos tem fundamental relevância principalmente nos primeiros anos quando a criança está aprendendo a ler e escrever. Os impressos nas suas mais variadas formas precisam ser disponibilizadas a todos os indivíduos ,em especial a escola deve buscar enriquecer o seu objetivo por ,meio destes recursos didáticos. Por outro lado, é sabido que há um importante movimento que discute sobre a representatividade do livro didático, onde negros,mulheres, índios entre outros infelizmente ainda não se vêem representados significativamente . Mas acredito que ainda assim o professor pode e deve utilizar deste recurso em suas aulas ,basta apenas uma pitadinha de dinamismo e senso crítico; pode-se usar por exemplo textos e /ou figuras carregadas de discriminação e levantar a discussão com a turma para que também os alunos possam perceber que os meios de comunicação são tendenciosos e para tanto precisamos estar atentos a isto.

Aulas dos dias: 29/05 ; 05/06 e 12/06/06

No decorrer dessas aulas pudemos pesquisar na internet sobre os conceitos que mais estão relacionadas a cibercultura, tais como:
virtual, digitalização, redes, interatividade, hipertexto,portal, simulação, interconexão, não-linearidade, navegabilidade, imaterialidade, atual, multivocalidade, tipo real, site, web, comunidade virtual, ciberespaço, inteligência coletiva, link,on-line e multimídia.
Logo após a pesquisa tivemos a oportunidade de discutir sobre o assunto com toda a turma e a discussão se prolongou por três aulas ao todo.
Nestes estudos percebemos que os significados dos termos que normalmente usamos quando queremos nos referir às novas TICs estão bem além de meros termos usuais, como por exemplo a utilização do termo portal que muitas vezes é utilizado erroneamente,fora do contexto significativo. Além disso, esta aula foi muito produtiva pela oportunidade de interação da própria turma e a construção do conhecimento que certamente se fez presente.

Saturday, June 03, 2006

Aula do dia 29/05/06

Acredito que esta tenha sido uma aula muito proveitosa, pois nos possibilitou um exercicio ,que a muito estavamos distantes nesta disciplina, que foi o diálogo aberto sem necessariamente ter que estar em frente ao computador. Tenho certeza que a relação com as tecnologias nos auxilia bastante ,mas acho que nada substitui o diálogo cara a cara, as experiências dos colegas e principalmente o conhecimenteo que sulgamos do professor nas aulas expositivas.
O diálogo sobre os conceitos e significados acescentou bastante ,pois pudemos perceber que estão bem além do que imaginávamos e que o conhecimento destes é imprescindivel para a discussão do uso das novas tecnologias. Conhecer termos como hipertexto, digitalização, simulação entre outros só acresce ainda mais o rol de criticidade que devemos ter perante a relação direta que temos da Educação com as TICs. Para que esta relação não seja pura e simplismente usada em sala de aula como um instrumento, mas que seja parte integrante do processo de maneira a favorecer o processo ensino-aprendizagem.

Saturday, May 27, 2006

Acesso tecnologico aos deficientes visuais


Fazendo pesquisas sobre a educação do deficiente visual a fim de atender a disciplina Educação Especial pude perceber que quando se busca uma educação UNIVERSAL e IGUALITARIA não podemos pensar em uma educação compartimentalizada. Devemos buscar uma educação capaz de atender as mais diferentes especificidades dos educandos e nós educadores devemos buscar qualificação teórico-prático para atender as demandas educacionais. É perceptível que simplesmente a aprovação de leis que permitam o acesso das crianças com deficiência á escola não é o suficiente para o desenvolvimento pleno do das mesmas. Acredito que não são os deficientes que precisam se adequar à sociedade, mas sim a sociedade se adequar de forma a atender a todos –deficientes ou não.
Um bom exemplo de adequação para o acesso de todos é a adaptação das tecnologias ao uso dos deficientes visuais. Além do Braille que viabiliza a leitura e escrita do deficiente visual eles podem contar também com o uso de computadores adaptados com leitor de tela. Este programa pode ser usado tanto na digitação pois identifica aos deficientes as teclas digitadas e também o acesso à internet através de softwares como o DOSVOX e o VIRTUAL VISION ambos desenvolvidos aqui no Brasil, e o melhor o programa pode ser baixado a custo zero pela internet. As novas tecnologias têm possibilitado um maior acesso ao mundo da leitura já que a leitura Braille é três vezes mais fatigante que a leitura dos videntes.

Sunday, May 21, 2006

Lição de Vida



Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro, chega em casa todo orgulhoso e chama sua esposa para ver o lindo caminhão que comprara depois de longos e árduos 20 anos de trabalho. Era o primeiro que conseguira comprar depois de tantos anos de sufoco e estrada. A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão. Ao chegar à porta de sua casa, encontra seu filhinho de 6 anos, martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão. Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e, sem hesitar, completamente fora de si, martela impiedosamente as mãos do garoto, que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo. A mulher do caminhoneiro, corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer. Chorando junto ao filho, consegue trazer o marido à realidade, e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados. Passadas várias horas de cirurgia, o médico desconsolado e bastante abatido, chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão, que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados. Porém, o menino era forte e resisitira bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto. Ao acordar, o menino ainda sonolento esboçou um sorriso e disse ao pai: - Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo! O pai, enternecido e profundamente arrependido, deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância. Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele e que a lataria do caminhão não tinha estragado. Então o garoto com os olhos radiantes perguntou: - Quer dizer que não está mais bravo comigo ? - É claro que não! - respondeu o pai. Ao que o menino pergunta: - Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo ? Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos e, muitas vezes, não podemos "sarar" a ferida que deixamos. Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes, a fim de evitar que os danos sejam irreversíveis. Não há nada pior que o arrependimento e a culpa.

Como a minha semana foi muito corrida nada melhor do que parar um pouquinho e repensar as nossas atitudes.
Uma boa semana a todos!